Ser feliz até nas infelicidades

Não sou de ter insônia, muito pelo contrário, sempre quero dormir mais do que posso. Mas são 3h20 da manhã e eu estou com os olhos abertos há meia hora rolando de um lado para o outro, desbloqueando e bloqueando o celular, passando de uma rede social para outra, curtindo fotos de pessoas aleatórias enquanto escuto os poucos carros que passam na rua.  

Vi uma foto de uma menina que eu sigo e li a legenda sobre como o seu dia foi cheio e mesmo assim ela estava grata. Me identifiquei. Não que eu tenha tido um dia de reuniões e trabalho. Inclusive, eu gostaria muito que fosse e até me imaginei nessa situação. Talvez isso preenchesse a falta que eu tenho sentido de estar dentro de algo que vá me levar para algum lugar no futuro. A verdade é que os meus dias têm se resumido em estudar matéria acumulada que briga com a vontade de passar o dia no celular vendo coisas inúteis. Mas me enxerguei na parte em que a vida mudou de forma que me trouxe vários desejos que eu carregava comigo desde muito nova. Foi só parando para olhar para trás e analisando os últimos anos que eu pude perceber.  

Por muitos anos na hora do parabéns, quando alguém dizia “faz um pedido” eu pensava “eu quero ser feliz” antes de assoprar e apagar a vela do bolo. Era automático, eu não sabia o porquê, mas sabia que só algo muito sincero e vindo de dentro poderia ser tão instantâneo. Era o meu inconsciente trazendo um desejo que às vezes eu nem me ligava que tinha, ou que não tinha.  Parecia até meio bobo, já que eu tinha uma família com saúde e nunca me faltou amor, mesmo que nem sempre tão unida – acontece nas melhores. Eu vivia rodeada de amigos, mesmo que só me sentisse eu mesma com quase nenhum.

Na verdade, nessa época, eu acho que não me sentia eu nem comigo. Era como se existissem mil coisas dentro de mim que eu não conseguia externar, que muitas vezes não conseguia admitir ou assumir nem para mim mesma. De alguma forma, e pode parecer besteira, mas eu me sentia meio idiota com as coisas que eu sentia e achava que ia parecer ainda mais idiota se fizesse ou agisse de tal forma. Até que eu entendi que idiota eu estava sendo de não me permitir ter a felicidade que eu tanto queria.  

Não vou enganar ninguém, não existe uma fórmula e muito menos um jeito mais fácil. É com as pancadas que a gente aprende. Acredite ou não, é com elas que nós encontramos a felicidade. É de tanto levar que a gente percebe que o mundo não acaba em um tombo e vai se tornando, pouco a pouco, imune ao mal que chega até nós. Pode ser clichê, e que seja, desde que isso em algum momento se torne claro para todo mundo que precisa entender.  

Eu não estou falando de ser feliz só com as maravilhas da vida – e olha que são muitas, só o fato de você poder estar lendo esse texto já são várias. Estou falando de ser feliz até nas infelicidades. Não que seja fácil, não é. Mas se torna diferente quando você entende que aquilo está acontecendo e nada vai poder mudar o fato, a não ser o seu pensamento e o que você vibra. O que muda é o que está dentro de você e o que você vai fazer com isso. Cada pequeno deslize no dia a dia é uma oportunidade a mais de aumentar essa habilidade.  

Um dia de cada vez, sem medo de ser quem a gente realmente é, sabendo lidar com as tristezas e alegrias – que, diga-se de passagem, são todas passageiras – é que a gente vai conquistando um pedacinho por vez de tudo o que a gente quer. E quando percebe, já está lá. 

Nayara Rosolen

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Tudo novo de novo

Estou sentada em uma cadeira de frente para a janela que fez a minha vista durante os últimos 18 meses. Tirei minhas roupas do guarda-roupa, fechei as malas, amontoei meus livros e fiquei olhando para tudo. Mais uma mudança. Mais uma despedida. Um novo ciclo que já tem se iniciado faz algumas semanas.

Dessa vez eu não vou para tão longe – são só duas ou três quadras – mas mesmo assim me faz refletir. Ainda que eu já tivesse chegado nesse lugar um pouco mais dentro de órbita, ainda sentia muito medo sobre o futuro, e ainda sinto. Mas agora é diferente. Eu queria poder colocar em palavras em todos os sentidos que me transformei, mas tudo ainda me parece muito turvo.

Quem me vê pode até pensar que continuo a mesma pessoa, mas existem coisas dentro de mim que não me deixam enganar: mudei demais. Se quando eu pisei dentro desse apartamento alguém me dissesse tudo o que eu viveria pelo próximo um ano e meio, eu chamaria de louco e provavelmente sairia correndo. Eu jamais imaginei que pudesse passar por tanta coisa. Situações que me transformaram, transformaram minha visão de mundo e de tudo o que eu quero para a minha vida.

Eu realizei sonhos, subi num palco pela primeira vez, assisti à um dos pores do sol mais lindos durante grande parte do tempo em que estive aqui, direto da janela do meu quarto. Também fiquei várias noites admirada olhando as luzes dos prédios e dos carros. Passei por crises, muitas vezes internas, que quase ninguém foi capaz de perceber, mas que me ensinaram muito. Conheci pessoas e muitas delas já não estão mais do meu lado, outras, mesmo que de longe, mostram o carinho que ficou. Vim para cá com dois lares e agora tenho três, um meu, um com meu pai e outro com a minha mãe, que decidiu que a vida é curta demais para a gente perder não vivendo. Ela me inspira.

Desentalei coisas que estavam presas na minha garganta há anos, tive conflitos e me livrei de pesos. Aprendi que dividir meu lar pode ser tão bom quanto morar sozinha e que com respeito e empatia todo mundo acaba bem. Percebi que me esquentar demais por coisas bobas ou que não dependem de mim, não vai me levar a lugar nenhum. Parei de reclamar tanto. Comecei a agradecer mais. Me vi rodeada de pessoas do bem e que me amam de um jeito como nunca havia percebido antes. Encarei no espelho uma pessoa mais feliz, disposta e de bem consigo mesma. Decidi que era hora de começar a dar um novo rumo para a minha vida e me joguei de cabeça.

Tive que sair do meu casulo e enxergar o mundo de várias outras formas. Assim como me portar diante dele com um jeito diferente também. Deixei tudo o que me prendia de lado. Descobri que prender não faz ninguém ficar. Que as amizades nunca são as mesmas para sempre. E que está tudo bem. Entendi os meus limites e muitas vezes fui além do que podia. Mas ok, são experiências. Recebi oportunidades que me fizeram ser mais confiante sobre coisas que eu gosto de fazer, mas que nunca achei que fosse muito capaz.

Aprendi a escutar. Não aos outros. Não às minhas vontades e muito menos o que eu gostaria de ouvir. Tudo ao redor ficou em silêncio e aí sim puder começar a ouvir a verdade. Aquela que vem de dentro e que a gente só sabe sentindo. Um propósito maior e mais sábio que o dos homens. A voz que vem de dentro ou que nos é mostrada por coisas materiais, mas vindo do universo e quem o administra. Aprendi também que sempre existirão provações muito mais tentadoras que farão o impossível para que a gente desista do que vem de dentro. Mas, acredite, no final das contas, não compensa. O caminho mais fácil (ou mais atraente) sempre nos levará ao fracasso, ainda que disfarçado de sucesso.

Passei a dar mais valor à minha família e ao meu relacionamento com ela. Senti meu coração apertar por pensar em oportunidades que desperdicei de passar mais tempo com o meu irmão. Minhas ligações com a minha mãe passaram a ser horas refletindo sobre a vida e o que ela tem a me ensinar. Meu pai foi tomando novamente aos poucos um pedaço do meu coração que andava despedaçado. Passei a reparar em coisas que realmente me acrescentavam e outras que estavam só acumulando. Fui me desligando de uma a uma.

Comecei a ter menos medo da vida e mais vontade de viver. Dar mais valor a cada pequeno detalhe aparentemente bobo, mas que faz toda a diferença. Voltei a ver as coisas que me acontecem com um brilho diferente no olhar e vi que dá pra ser feliz sim. Dá pra ser feliz até se acabar.

Estou indo e levando todas as coisas boas que ganhei e deixando todas as outras ruins aqui, mas com tudo na lembrança pra nunca esquecer a gratidão que eu sinto pelo que fui e o que me tornei.

Nayara Rosolen

 

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Está tudo bem

O bom da vida mesmo, é quando a gente para de se importar. Isso mesmo, quando a gente deixa tudo para lá. Todas as preocupações, as irritações sem motivos e a ansiedade exagerada.

Com o tempo passamos a entender que cada ser humano tem seu próprio tempo e jeito de levar as coisas, que ninguém nunca vai alcançar as nossas expectativas, pois cada um tem as suas próprias.

Um compromisso desmarcado não deve acabar com o seu dia, uma resposta mal dada talvez só tenha esse peso do seu ponto de vista. Há dias em que não estamos em sintonia com as pessoas ao nosso redor. E está tudo bem. Isso não precisa tomar uma importância maior do que tem.

As pessoas nunca serão as mesmas para sempre. Nós passamos por fases o tempo todo. Isso explica tantas chegadas e partidas, assim como as idas e voltas das mesmas pessoas. Se no momento as energias não estiverem batendo, a vida dá um jeito de colocar cada um no próprio trilho, até o momento em que vocês possam se encontrar de novo no meio do caminho. Ou não. Qualquer que seja o destino, está tudo bem.

Julgar pessoas diferentes, com contextos desconhecidos, que passam por situações que não fazem parte da sua realidade, não te faz uma pessoa melhor. Nem torna o outro pior. Cada um tem suas próprias lutas também. E, acredite, por mais próximos que possamos ser, nunca sabemos o que realmente passa dentro do outro. Há coisas dentro de nós que nós mesmo não conseguimos entender. Quem dirá explicar.

Se não deu certo agora, talvez não seja a hora. A frustração não pode te impedir de dar novos passos ou fazer desistir de um sonho. Começar a sofrer antecipadamente não vai fazer com que a situação passe mais rápido. Talvez nem aconteça. Se desesperar diante dos desafios não faz com que você os ultrapasse. Não duvide da sua capacidade. Por pior que possa parecer, sempre há um caminho. E se mesmo assim não for possível resolver, não se culpe. Estamos aqui para aprender.

A vida é muito mais do que números, aprovações do mundo e um sucesso definido pelos outros. Nós somos mais do que aquilo que conseguimos fazer ou demonstrar.

Se apegue só com o que você realmente é e com o que tem no presente. Daqui alguns segundos, tudo pode mudar. E está tudo bem.

Nayara Rosolen

 

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Valeu, Agosto!

Agosto é sempre conhecido por ser um mês longo, difícil, demorado… Daquele que parece estar se arrastando. Se julho é a esperança da segunda metade do ano, agosto é como se fosse o pós-carnaval, onde a gente tem que acordar para a realidade e encarar a rotina corrida e cansativa. Esperando ansiosamente para que os últimos meses do ano passem voando e chegue dezembro, mês de magia e amor que aquece o peito.

O oitavo mês do ano é de praticar a tal resiliência e perceber que somos muito mais fortes do que aparentamos ou achamos ser. Ainda que sempre tenha sido o mês mais esperado por mim, sempre foi carregado… Carregado de reflexões, provas da vida e desafios, que sempre me fazem crescer.

Dizem que nele a bruxa fica solta (e olha quem nem é o mês dela). São os 31 dias de “cachorro louco”. De comemorar o dia dos pais (mães, avós, avôs, tios, tias e todos aqueles que fazem esse papel tão bonito). Sem dúvida o mais zoado na internet, já que não tem nem um mero feriadinho.  É o mês de alguém que se tornou muito importante também. E que faz lembrar a falta de uma pessoa que foi muito querida.

No meio de toda essa loucura, agosto ainda deu um espacinho para me receber, bem no finalzinho, quase nos 45 do segundo tempo. E, por isso, há 21 anos ele é o mês mais lindo do ano (modéstia à parte). Por esse motivo, se tornou o mês da saudade também. A vontade de estar com as pessoas que aquecem meu coração e me fazem dar as gargalhadas mais altas e estranhas. Dias que me fazem entender o que é ser gente grande e pensar que talvez não seja tão legal assim. Mas só até eu olhar para a janela, lá fora, nas luzes da cidade, e lembrar que a minha versão de alguns anos atrás estaria saltitando por passar essa data no lugar onde sempre sonhou morar.

Agosto é mês de gratidão. De dar aquela respirada funda e ir de peito aberto para um novo ciclo que a vida preparou. Sem perder o brilho nos olhos ou o embrulhinho gostoso no estômago quando aparece mais um desafio. Agradecer pelos desejos realizados e fazer mais alguns, porque é para isso que estamos aqui. Viver. Sonhar. Realizar.

Valeu, agosto. Valeu muito, cada segundo. Você é, como diria na gíria atual, “topíssimo”!

Até mais,

Nayara Rosolen

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21 Coisas que eu aprendi com 21 Anos

É real: eu sou oficialmente maior de idade em todo o mundo. Há 21 anos meu pai estava pegando a minha mala e esquecendo da minha mãe em casa para ir ao hospital onde eu nasceria (acreditem, isso aconteceu).

Como já disse em vários posts aqui, os últimos anos têm sido de muita mudança, mas 2016/2017 têm sido anos especialmente de muita reflexão, sobre mim, sobre a vida, sobre o que eu quero ou não carregar mais comigo. Ficaram muitas pessoas e sentimentos para trás. Algumas outras ficaram ainda mais próximas. Eu aprendi muuuito nos últimos meses. É incrível como a vida nos faz deparar com as coisas e pessoas exatas que precisamos no momento.

A única coisa que eu posso fazer é agradecer e… por que não dividir com vocês os aprendizados que tiver com as minhas experiências? É exatamente isso que eu vim fazer aqui hoje.

21 Coisas que eu aprendi com 21 anos:

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1- Mudar é necessário

Sei que mudanças podem ser difíceis e turbulentas, nós quase nunca estamos preparados para perder pessoas ou reformular nossa vida. Mas quando entendemos o propósito do que acontece, percebemos que nada vem do acaso. E, acreditem, sempre existe um motivo.

2- Sua vida, suas escolhas

Quando eu me encontrei na necessidade de me transformar e busquei ajuda, vi que nada do que tinha acontecido até aquele momento, havia sido uma escolhas exclusivamente minha. Sempre havia algo ou alguém por trás me empurrando para aquilo. Até mesmo o modo como eu me enxergava não era meu. Foi uma construção desde muito nova. Refletir sobre isso foi muito importante para que hoje cada mínima escolhas seja minha. Afinal de contas, sou eu quem vou ter que conviver com ela.

3- Acreditar em algo deixa a vida muito mais leve 

O livre arbítrio existe exatamente para que cada um possa se encontrar na vida do jeito que se sentir melhor. E sei que não acreditar em nada é o conforto de muita gente. Mas quando você sente e tem experiências que mostram que nós não estamos sozinhos e que, sim, existe algo muito maior e superior a nós nos cuidando, fica muito mais fácil viver. Não importa qual o nome você dê.

4- Respeito é o princípio básico de qualquer relação

Eu sempre tive um modo de ver as coisas um pouco diferente do que os outros. Não que isso me torne especial, pois cada um realmente tem um ponto de vista sobre diversos assuntos. Entender que isso é normal e não tentar impor opiniões para as outras pessoas, torna qualquer relação muito mais gostosa e saudável de viver. Ter o que compartilhar  de ângulos diferentes é muito bom. A gente para de viver num único horizonte e passa a expandir nosso conhecimento.

5- Empatia é fundamental

Não é porque a gente sente as coisas de uma forma, que o outro também vai sentir. Temos jeitos e intensidades de absorver as coisas, diferentes.  Saber se colocar no lugar do outro não só te torna mais humano, como faz do mundo um lugar melhor. Precisamos.

6- Fazer algo por você é muito importante

Sei que na correria do dia a dia em uma rotina onde não se tem tempo para quase nada, a nossa vida passa e sem nem perceber vamos nos deixando para trás. Às vezes é preciso parar para pensar no quanto de tempo temos dedicado a nós mesmos. E se não tiver, começar a abrir espaço para isso. O mundo pode esperar um pouco, a nossa saúde física e mental não.

7- Sofrer por antecedência pode te deixar doente

Não sei vocês, mas eu sofro de uma coisa chamada ansiedade. Quando surgem as crises, eu simplesmente paraliso. Um milhão de coisas que precisam ser feitas passam pela minha cabeça e isso faz com que eu não dê um passo para realizá-las. Muitas dessas coisas ainda nem aconteceram e talvez nem aconteçam. Isso me deixou muito mal no começo desse ano e me fez ver que se eu não me acalmasse poderia piorar ainda mais. Ter consciência disso fez eu repensar mil vezes antes de me estressar com algo.

8- Você é a única pessoa que pode te fazer feliz

Por muito tempo meu humor ou meu estado de espírito dependeu muito de outras pessoas. Isso me deixava quase sempre muito deprimida. Porque obviamente cada um tem sua própria vida e problemas para lidar. Amar e saber fazer uso da nossa própria companhia é muito importante. Esperar por outras pessoas para ser feliz, é perda de tempo.

9- A energia das outras pessoas pode te contaminar

Eu acredito muito em energia e no poder que ela tem. Mesmo. E eu sinto isso de uma maneira bem forte na minha vida. A gente tem que saber o que absorver e o que bloquear. As pessoas ao nosso redor interfere muito nisso.

10- Você não é obrigado a nada

Não é o meme não, mas a gente realmente não é obrigado a nada. Existe muita gente abusiva e sem o mínimo de noção. Ou a gente se impõe diante das situações ou vamos viver eternamente para os outros.

11- Ter tempo para algo é questão de prioridade

Tempo é uma coisa que nós fazemos e gastamos com o que achamos ser mais importante no momento. Se não estamos tendo tempo para algo é porque aquilo não é prioridade e se for prioridade e mesmo assim não há tempo para encaixar, então tem algo a mais não tão importante assim fazendo você gastar sua energia.

12- Buscar a aprovação dos outros só vai te fazer infeliz

A nossa vida não é a dos outros, cada um tem uma forma de viver e uma ideologia criada. Consequentemente você pode não ser “aprovado” em tudo na visão de outra pessoa. Mas isso não significa que você tenha que viver a mesma vida dele ou á mercê do que ele pensa sobre você. Siga sempre o que há dentro de você, independente da opinião alheia.

13- Você não precisa de alguém para ser inteiro

Surpresa: você pode, sim, ser inteiro sozinho! Aliás, você já nasce sendo, mas precisa encaixar as peças do quebra-cabeça que existe dentro de nós! Não importa o quão incrível uma pessoa possa ser, ela tem que ser só um complemento na sua vida. Ninguém se completa com uma parte do outro, porque cada ser é único e só está aqui para compartilhar o que há dentro de si.

14- A vida é um caminho de chegadas e partidas, o tempo todo

Pessoas entram e saem da nossa vida frequentemente. Isso, para mim, acontece porque a gente sempre tem as pessoas certas no momento exato. Para sustentar e compartilhar os momentos pelos quais passamos. Também é normal, pois estamos em frequente mudança. Quando não há mais sintonia, a própria vida faz com que a gente tome novos rumos e encontre outras pessoas.

15- Respeite o seu próprio tempo

Somos seres únicos, portanto temos tempos diferentes diante da vida. É bobagem ficar se comparando às outras pessoas e se cobrando um tempo que não foi feito para você.

16- Tenha pessoas de bem do seu lado

Infelizmente, vivemos em um mundo onde há muita maldade e pessoas que não torcem pelo nosso bem. É muito importante a gente observar ao nosso redor e ver se as pessoas ali realmente estão somando, ou são só curiosos esperando um deslize.

17- Seu corpo não define quem você é, mas a forma com que você o encara sim

Não é novidade que eu sempre tive problema com meu corpo, assim como muuuuitas pessoas vivem. Hoje eu tenho consciência de que isso foram pensamentos criados e não de dentro de mim. E portanto vivo para desconstruir isso. Você ser de uma forma ou de outra, não define quem é você como pessoa, mas a forma como você mesmo se enxerga e transmite para o mundo, pode passar uma ideia errada.

18- Não podemos fazer tudo sozinhos

Eu sei que existem muitas pessoas que assim como eu, têm medo de incomodar os outros. Mas a gente precisa entender que a vida é coletiva e que existem pessoas tão diferentes porque assim cada um pode acrescentar no outro o que lhe falta. Nós não precisamos e nem devemos passar por tudo sozinhos. Encontre pessoas do bem que possam te ajudar no que você precisa.

19- Música muda a vida

Minha paixão por música é antiga, eu sempre gostei de fazer um show particular em casa quando era criança e isso não mudou com o tempo. Mesmo que eu não cante no chuveiro, meu quarto de vez em quando vira palco e a única coisa que eu posso fazer é torcer para que meus vizinhos não sejam tão atentos a isso. Hoje eu percebo como a música tem poder e nos influencia. É o melhor remédio para qualquer ocasião.

20- Deus é TOP

Espero que Deus não se importe com as gírias que a gente tem usado, mas ele é top mesmo. A vida muda quando a gente começa a perceber que a relação com Ele não precisa ter um protocolo e seguir regras criadas pelo homem. Já disse e vou repetir: somos seres únicos, vindos por um motivo que é só nosso. O que Ele espera de mim, pode não ser o que espera de você. E vice-versa. Nossa relação com Ele também é única.

21- Ser adulto não é um sonho como imaginamos, mas pode ser incrível 

Nós idealizamos muito a vida a adulta quando ainda somos crianças/adolescentes. A verdade, é que ela não é um parque de diversões, mas assim como ele pode nos trazer sensações diferentes. Os maiores desafios com certeza nos deixam muito amedrontados, mas é através deles que temos as melhores experiências. É tudo uma questão de como vamos enfrentar, sabe? Precisamos fazer algumas renúncias e reorganizar nossa lista de prioridades. Mas sempre por um bem maior: nossa própria vida. Cada dificuldade e saudade que aperta o peito nos traz oportunidades que podem mudar nosso destino. Hoje eu sinto falta por não passar esse dia com pessoas que eu amo, mas por estar realizando um sonho antigo.

 

 

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Perspectiva

A vida é feita de escolhas e podemos encará-la de duas formas: 1- Reclamar (e culpar o mundo) por coisas que ainda não temos ou que precisamos abdicar no momento; 2- Ser grato e feliz pelas experiências que a gente passa e que nos foram dadas agora. Cada um escolhe um caminho, que pode ser trocado a qualquer momento – vale lembrar.

No primeiro a gente até pode achar que é libertador, que o universo realmente está conspirando contra e que a vida é injusta. Que talvez gritando isso para todos os cantos alguém te escute e as coisas comecem a melhorar. Deixo aqui a reflexão: Tem funcionado até agora?

Na segunda opção a gente não deixa de ter todas as angústias, medos e até algumas tristezas de vez em quando – é normal. A diferença é que desse outro lado temos a certeza de que existe Alguém olhando por nós e que nada é nos dado sem uma (boa) intenção por trás. Quando nos conectamos a isso, toda a inquietação é trocada por uma onda de paz e serenidade sobre as outras escolhas que precisam ser feitas e o caminho ao qual vamos seguir.

Todo ser humano passa por situações onde são colocados à prova. E que bom, pois só de frente com a dificuldade é que podemos olhar a vida de outros ângulos e perceber que existe muito mais do que apenas a nossa perspectiva de realidade.

Eu nunca achei que houvesse uma verdade absoluta no mundo e nunca neguei que a minha própria realidade sempre esteve em mutação. Eu sou assim, mudo de ideia o tempo todo, minha mente não para um segundo. Até dos meus sonhos eu consigo captar sentimentos e sensações diferentes que me fazem refletir quando estou acordada. E acho que isso é o mais incrível da vida.

Nós estamos aqui para experimentar, para quebrar a cara mesmo, para nos decepcionar, para viver, acima de tudo. Sem isso, nós nunca saberíamos dar valor aos momentos bons.  As oportunidade somos nós quem fazemos. Ainda que seja difícil, ainda que tudo pareça paralisar de vez em quando, ainda que as pessoas digam que você não é capaz ou que você mesmo coloque seus objetivos como impossíveis. Eles não são.

Eu não deveria me desculpar por algo que eu acredito, mas me perdoem. Pensar que as coisas ainda não aconteceram porque alguém ainda não as fez acontecer e esperar sentado enquanto se lamenta, é pouco demais para mim. Eu creio verdadeiramente que Ele age na nossa vida, se nós já tivermos escolhido qual caminho seguir e estivermos nos movimentando para isso.

Com Amor,

Nayara Rosolen

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(Re)começo

Eu mudei. O Blog também mudou. Mas o blog só mudou, porque eu mudei primeiro. Aliás, ele só existe por causa disso. E, por mais que pareça que tudo continua relativamente igual, há dois anos que eu vivo uma constante mudança.

Isso sempre fez parte de mim. Eu sempre enjoei muito fácil das coisas, mas essas mudanças foram muito além de estar com a unha cada dia de uma cor ou cansar da Playlist do celular. Foi coisa interna. Mudei de cidade, sim. Troquei os ares, conheci pessoas diferentes, parei de adiar sonhos. Porém, tudo isso, recorrente de uma decisão: Passei a decidir por mim mesma tudo o que faria a partir dali.

A primeira coisa foi me conhecer e isso é um processo, que eu espero nunca acabar. Eu precisei mergulhar dentro de mim mesma e tentar solucionar várias questões sobre coisas que eu sentia, vivia e que mexiam comigo, mesmo que de um passado distante. Algumas delas eu trabalho até hoje. E eu aprendo um pouco mais todos os dias.

A partir do momento em que eu comecei a explorar mais de mim mesma, senti mais confiança em me abrir para que as pessoas pudessem conhecer também. E é tão boa essa sensação. Isso de se abrir para a vida e libertar toda energia boa que existe para o mundo. Arriscar e não ter medo de cair, porque sabe que cada queda te torna mais forte. Se decepcionar e agradecer por ter a certeza de quem está – ou não – do seu lado.

Meu cabelo mudou. Uma… duas… três vezes. Meu senso crítico se atropelou, minha mente se abriu, eu me abri para o diferente. E eu gostei. Gostei de queimar a língua e ver com outros olhos algumas situações que antes tinham apenas uma verdade, para mim.

Eu, que sempre fui tímida, me vi em uma necessidade de sair da zona de conforto, viver novas experiências e adquirir novos aprendizados.  Desde então, a cada dia, descubro algo novo sobre mim mesma. E acredito que viajar dentro de nós mesmos é tão, ou até mais, interessante do que conhecer o mundo inteirinho.

Aprendi que a vida é feita de fases não só no sentido de que uma hora estamos bem e em outras mal. E sim em tudo o que passa por ela. Pessoas, sentimentos, costumes, manias, crenças. Estamos sempre expostos a novas formas de pensar e viver. Podemos, sim, mudar a qualquer momento. E está tudo bem.

Ainda que seja dolorido algumas partidas ou difícil se acostumar com rotinas diferentes, uma hora a gente aprende que esse sentimento vai passar, assim como os próximos também.

Esse é o recomeço que eu mais esperei. Onde tive que abrir mão de coisas e aceitar situações para poder dar o melhor de mim no que realmente é o foco e prioridade do momento… minha vida. E tudo será compartilhado aqui.

Sejam bem-vindos… novamente.

Com amor,

Nayara Rosolen 

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Playlist da semana: 4 anos sem Chorão (CBJr)

Há exatos 4 anos tivemos a triste notícia que o vocalista de uma das bandas de rock mais queridas do Brasil havia falecido. Chorão marcou a minha infância e adolescência, como a de milhões de brasileiros. Desde a época em que o som de “Te Levar” entrava na minha casa todos os dias a tarde na abertura de malhação, as rodas que meus amigos formavam no colégio para cantar suas músicas, até os vários momentos que tenho marcados com as suas melodias.

Nunca achei que pudesse ouvi-las tão de perto da própria banda, mas tive a oportunidade de assistir um show no litoral, em 2012, um ano antes do cantor nos deixar. Prometi que iria nos próximos, mas não deu tempo. Foi impossível não se chocar e mais difícil ainda é lembrar a saudade que deixou.

Portanto, nada mais justo do que hoje dedicar uma playlist todinha para relembrar os bons momentos e as letras que mais ficaram marcadas, em homenagem à ele, que cantou tanta realidade e tantas coisas bonitas:

Proibida pra mim 

Te levar 

Só por uma noite 

Longe de você 

Me pirou o cabeção

Dias de luta, dias de glória 

Senhor do tempo 

Ela vai voltar 

Só os loucos sabem 

Me encontra 

Céu azul 

Meu novo mundo 

Um dia a gente se encontra 

Para finalizar esse post, uma citação dele, que era O cara:

Então, se você tem pai, se você tem mãe, se você tem uma casa, se você tem uma comida na mesa, se tem uma cama limpinha, quentinha, se você tem saúde, se você enxerga, se você escuta, se você se supera, se você erra e aprende com o seu erro, aí você é feliz, aí você tem tudo!

-Chorão

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TÁ TUDO CERTO

A gente muda mesmo, “mores”. A gente tá aqui pra viver, aprender, se reinventar. Qual seria a graça de ser sempre o mesmo? O melhor da vida é experimentar.

Num dia a gente espera pelo príncipe encantado, no outro a gente corre atrás daquele carinha só pra dar uns beijos. Hoje a gente não curte muito a combinação de água salgada com areia, amanhã a gente quer virar sereia. Ano passado a gente assistia carnaval pela TV, só pra criticar, e ano que vem a gente pode estar pulando na Sapucaí. Eu posso ter pânico de avião e amanhã querer viajar o mundo.

Sua família pode não concordar, sua vizinha pode comentar, seus amigos podem olhar meio estranho. Afinal, é difícil mesmo encontrar quem não tem medo de ser o que é, fazer o que gosta, com quem gosta, na hora que bem entender. Causa espanto. Essa tal de coragem é para poucos – felizes os que têm.

Ninguém pode te julgar por querer transformar o que te incomoda. E muito menos por se aceitar do jeitinho que você é. Tudo certo querer ficar em casa no sábado a noite, se é o que te faz bem. Festar o final de semana todo? Tá liberado também.

Tá tudo bem trocar a Medicina pela Arte. Ok se você já não se sente você com o que vê no espelho. Não faz mal repaginar o guarda-roupa, cortar o cabelo, fazer o que quiser no seu corpo. Não tem problema nenhum se arrepender por coisas que já fez ou disse (só não vale se martirizar). Tá feito, tá dito. Bora mudar.

Deixa a língua queimar, deixa a alma vibrar. Hipocrisia mesmo é a fala que mente, é não viver o que sente.

Nayara Rosolen

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Hoje não

Hoje eu passei o dia refletindo. Lembrei de alguns momentos, fantasiei outros, mas não subiu o nó na garganta. Hoje não. Hoje eu poderia ter me me aborrecido por falta de consideração, me ofendido por coisas que se tornaram grandes demais em outra época. Hoje não. Hoje eu poderia mais uma vez ter ido atrás ou perguntado para aquela amiga em comum se tem tido notícias. Não, hoje não.

Hoje eu fui o que me tornei graças a tudo o que ele sempre tentou me avisar sobre os outros. Os outros que se tornaram ele – que nunca poderá ser comparado a ninguém.

Nayara Rosolen 

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