2016 em 6 Resenhas #RetrospectivaSPE

Boa tarde, lindjos!!!

Continuando a nossa retrospectiva atrasada, como hoje é quinta-feira resolvi relembrar 6 resenhas literárias que fiz no ano passado. Apesar de ter lido pouco, tive boas leituras e compartilhei tudo com vocês aqui.

Uma das minhas metas desse ano é colocar em dia todas as minhas leituras que eu acabei deixando de lado. Pretendo ler pelo menos 2 livros por mês. Leitura é algo necessário para mim, tanto porque ajuda no blog, melhorando a escrita e criando conteúdo, tanto para o meu curso na faculdade, que tem a leitura e a escrita como base.

Selecionei 6 delas e vou apresentá-las nesse post de forma cronológica. Bora lá?

A Garota que você deixou para trás – Jojo Moyes

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2016 foi o ano enquete JoJo Moyes ganhou meu coração. Depois de ler “Como eu era antes de você” uns dois ou três anos atrás, me apaixonei e comecei a ler outros da autora. Esse se tornou um dos meus preferidos.

Garota Exemplar – Gillian Flynn

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Esse livro ficou por anos na minha estante, eu não fazia ideia do que se tratava a história (acho que nem li a sinopse quando comprei), mas depois que comecei a lê-lo não consegui parar até chegar ao fim. A história me surpreendeu muito durante todo o livro. A cada novo capítulo eu imaginava um novo possível final. Depois assisti o filme e também amei. Nesse post eu falo sobre os dois.

Tá todo mundo mal – JoutJout 

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Jout Jout gerou furdúncio com esse livro. Muita gente amou, muita gente odiou. Teve gente que até falou que perdeu a graça de assistir seus vídeos. Não entendi tamanha rejeição em cima de seus textos, foi um dos melhores (senão o melhor) que eu li ano passado. Para mim, livro é questão de identificacao e eu dei minha opinião detalhada na resenha.

Gentil como a gente – Fernanda Gentil

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O blog da Fernanda já era um dos meus preferidos antes de transformar suas histórias em um livro. A jornalista tem um jeito único de narrar situações do cotidiano da forma mais leve e divertida possível. Esse é o post mais visualizado do blog e não é atoa. Ela já tinha ganhado nossos corações na cobertura da Copa do mundo e esse ano foi dela novamente.

Depois de você – Jojo Moyes 

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Depois de chorar lendo “Como eu era antes de você”, estava curiosa para saber como seria a continuação da história, principalmente pelo final que ganhou o primeiro livro. Eu só fiquei ainda mais encantada e querendo um terceiro com a nova vida da Lou. A autora conseguiu dar uma reviravolta na vida da garota.

A Arte de entrevistar bem -Thaís Oyama

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Esse foi o primeiro livro de jornalismo que eu li e achei incrível. A Thaís conta sobre várias experiências que ela teve entrevistando grandes nomes. Dando dicas e até matando a nossa curiosidade para saber como funciona uma entrevista nos bastidores.

Que esse ano eu tenha ainda mais histórias para compartilhar com vocês aqui no blog e que vocês também leiam muuito. Leitura nos ajuda demais, em vários sentidos <3

Beeeijos,

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2016 em 6 textos #RetrospectivaSPE

Boa tarde, lindjos!!!

Como dito no post anterior, eu não consegui fazer os posts que pretendia na última semana de 2016 por conta da correria, masss não desisti não. Então durante essa semana vou fazer uma pequena retrospectiva do ano passado no blog.

Do dia 30 de março (data de publicação do primeiro texto) ao dia 31 de dezembro foram publicados 47 textos autorais, 5 textos de autores que eu me identifico e 13 citações, tanto de textos meus quanto de outros. Além do conto especial de Natal dividido em 5 partes.

Inicialmente o blog era só um lugar para eu deixar registrados os meus textos, muito do que eu vi e vivi em 2016 ficou refletido em coisas que eu escrevi, portanto decidi não compartilhar os mais acessados, mas os que resumem o ano que passou. Bora lá?

De: A eu do presente, Para: A eu do passado

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Eu passei por muitas mudanças não só em 2016, mas nos últimos anos. Passei a refletir muito sobre o que eu já passei e já fui um dia e resolvi fazer uma “carta” para a minha versão mais nova.

Não abuse, cuide!

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Durante todo o ano, assistimos muitas coisas tristes acontecerem, mas também vimos a força da mulher crescer. Infelizmente, tudo isso só veio a repercutir por uma situação lamentável que aconteceu logo no primeiro semestre. Eu despejei tudo o que eu sentia sobre a situação em um texto.

E foram felizes para sempre?

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2016 também foi o ano das separações e é incontável o tanto de pessoas que compartilharam nas redes sociais não acreditarem no amor. William e Fátima, Brad e Angelina… casais que jurávamos ser perfeitos um para o outro e que viveriam juntos até de bengalinha. É difícil não ficar triste, mas o mundo não acabou. Antes mesmo de toda essas bombas começarem a ser soltas, eu já havia escrito um texto sobre isso.

Permita-se 

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Se tem uma coisa que eu fiz esse ano, foi ignorar comentários alheios e fazer coisas das quais realmente me fazem feliz. E, entre altos e baixos, eu fui feliz. Também escrevi sobre o quanto é importante parar para pensar em você no meio de toda a bagunça da rotina.

Aquele Alguém 

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Esse ano eu senti saudade, e tive que aprender a superar as partidas da vida. Coincidentemente, ou não, o texto mais lido do ano é esse e fala sobre isso.

Com amor 

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Mas, acima de qualquer coisa, eu agradeci.

Obrigada a todos vocês que acompanharam e me incentivaram a continuar escrevendo e fazendo o que eu  amo, mesmo pensando em desistir tantas vezes. <3

Beeeijos,

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Consegui alcançar meus objetivos?

Feliz ano novooo, lindjos!!!

Dei uma sumidinha nos últimos dias por motivos de: muita coisa ao mesmo tempo! Final de 2016 foi uma loucura. Estou de férias no interior, na casa dos meus pais, mas estou em um trabalho temporário no comércio até o final desse mês. O tempo livre que tenho estou aproveitando ao máximo para descansar e curtir com os meus amigos também. Masss eu espero de todo o coração que a virada de vocês tenha sido linda e que vocês tenham aproveitado ao lado de pessoas que vocês amam, assim como eu.

Os primeiros dias do ano sempre estão em uma vibe de metas/desejos/sonhos/dias melhores/vida nova etc. Eu, como no ano passado, não fiz nenhuma lista de objetivos, só desejei que a vida continue linda. Então, resolvi ao invés de mostrar uma listinha de metas, contar para vocês o que eu consegui realizar ano passado.

Ué, Nayara, mas você não acabou de dizer que ano passado também não fez lista alguma? Sim e não. Calma. Na virada do ano passado também não tracei metas, mas respondi a TAG six on six aqui no blog, com coisas que eu queria cumprir até dezembro. Estava pensando sobre essa lista e decidi compartilhar aqui com vocês o que eu consegui ou não cumprir. Bora lá:

1 – Voltar a fazer exercícios diariamente

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Em 2015 por três meses eu fui a pessoa mais fitness que consegui ser Hahahaha Perdi 8kg, consegui seguir uma alimentação mais saudável e praticar exercícios diariamente. Mas abandonei depois de um tempo 🙁 Ano passado eu senti que estava voltando a ganhar meus quilinhos e queria muito voltar a essa rotina, mas com tanta coisa (faculdade, teatro, os blogs) não consegui dar conta. Como sou brasileira e não desisto nunca, esse ano vai! 😉

2- Passar no primeiro quadrimestre da faculdade sem pegar exame

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WE ARE THE CHAMPIONS, MY FRIEND!!! Foi exatamente essa música que passou pela minha cabeça quando eu vi minhas notas todas lindinhas e azuis. Em semana de provas eu sempre piro a cabeça, sou muito ansiosa e sofro por antecipação. Mas no final deu tudo certo. Ponto pra mim!

3- Ler e escrever mais

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Então… sobre essa… não deu tão certo. Hahahaha Podemos contar os posts daqui e no 7S como escrever? Acho que podemos. Mas ler mesmo, colocar minhas leituras em dia está sendo complicado. Antes era falta de tempo, agora é vontade de descansar a cabeça. Tô tentando ler pelo menos um pouquinho por dia. Mereço um meio pontinho nessa, vai? 😛

4- Apresentar a minha primeira peça de teatro

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Essa eu já sabia que iria acontecer. Quando respondi essa TAG já estava no processo de preparação para a primeira peça do meu curso e foi lindo. Gostei de estar no palco muito mais do que eu imaginava e quero estudar cada vez mais, porque ainda preciso melhorar muuuito, principalmente a questão da timidez. Contei em um post do 7S como foi a experiência. E em um texto também.

5 – Escrever uma história completa e começar a postar aqui no blog

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Acho que não é novidade que eu sonho um dia em escrever um livro. Sou apaixonada por escrever e gosto de me desafiar. Um livro não rolou. Ainda. Mas na semana do natal eu escrevi um conto bem amorzinho e postei de 21 a 25/12. Leiam e deixem a opinião de vocês <3

6- Me dedicar e fazer o blog crescer cada vez mais

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Por último, mas não menos importante, acho que foi uma das metas que eu de fato mais de dediquei. Mesmo com toda a correria eu dava um jeito de escrever para o blog, fazer surgir ideias na cabeça e postar pelo menos 5 vezes na semana. Algumas eu consegui até mais, outras menos. Ganhamos reforço com as colaboradoras e com o aumento de conteúdo também aumentou o número de leitores. Mas nas últimas semanas de dezembro dei uma escorregada. Não consegui fazer os posts de final de ano que pretendia, mas ainda quero tentar soltá-los nos próximos dias.

Com isso, chegamos a conclusão de que 2016 foi um ano produtivo. Foi difícil, foi corrido, foi um pouco atropelado, mas fez acontecer. Fiz um texto falando sobre.

O que eu desejo para mim e para vocês em 2017 é que a gente faça acontecer de novo. Que venham muitas surpresas boas e que a gente saiba aprender com as não tão incríveis.

Um ano maravilhoso para vocês <3

Beeeijos,

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Que ano! #EspecialQG

Dois mil e dezesseis: o ano em que tinha tudo para ser só mais um daqueles em que a gente olha para trás e diz “Mas já? Nem vi nada acontecer”. Quem dera, em alguns momentos, podermos apagar. Que bom que somos capazes de vários outros na memória poder guardar.

Foi com medo. De errar, de apressar, de ter que voltar, de não dar conta, de desistir, de não ser como eu imaginei. Nunca é. Às vezes decepciona, às vezes é bem melhor do que a gente sonha. E está aí a graça de viver tudo isso, de se jogar e acreditar em algo que a maioria das pessoas não dão a mínima. Esse ano eu fui felicidade, fui realização, gratidão, saudade e também decepção – faz parte. Fui principalmente construção, de coisas que já viviam comigo há anos.

Nos últimos 365 dias eu vi tristeza, vi tragédias, chegadas e partidas. Vi sorrisos, momentos compartilhados, sintonia que parecia ensaiada. Eu vi sonhos se realizando diante dos meus olhos. Mas, acima de qualquer coisa, eu vi mudança. Vi amadurecimento, crescimento de sementes que foram plantadas há muito tempo – e aprendi que cada coisa tem seu momento. Sabe quando você olha pra trás e pensa “nem acredito que isso está acontecendo”?

2016 foi a realização de tantos momentos passados e repassados na cabeça. Que, aliás, não foram como no roteiro. Ainda bem – ficamos abertos a tantas melhores possibilidades quando desapegamos de uma verdade que nós mesmos criamos e julgamos ser absoluta.
Respirei novos ares e conheci caras novas, o que que me fez decepcionar bastante. Mas aprendi que só assim a vida poderia me ensinar. Passei a selecionar. Não com quem me relacionar, mas o que doar de mim para cada um. Entendi que ninguém pode vir antes da gente e que engolir palavras faz tudo ficar amargo demais por dentro.

O final desse capítulo foi mais do que tudo: lição! Vamos para o próximo. Com medo mesmo. Mas com a certeza de que nada é em vão e de que tudo e todas as dificuldades, serão recompensados. Um novo ciclo se inicia a partir daqui.

Que em 2017 a gente viva tudo aquilo não conseguimos ou não nos permitimos viver em todos os anos anteriores. E que venham também os tombos, para que possamos nos tornar pessoas ainda melhores. Mas, antes de qualquer coisa, que a gente aprenda que quem faz o ano somos nós.

Ah, e que a gente nunca deixe de sorrir e agradecer em qualquer situação.

Nayara Rosolen

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2016: O ano das mudanças

Ano novo, vida nova – é o que as pessoas dizem. Toda virada de ano lá estamos nós, fazendo a listinha dos desejos, pulando as 7 ondinhas, guardando a semente da uva na carteira, esperando que a cor da roupa resolva nossos problemas. Em 2015 eu resolvi fazer diferente e não desejei nada. Deixei que a vida, ou as minhas decisões, fizessem acontecer. E aconteceu. Aconteceu muito mais do que eu esperava.

Depois de muito refletir ano passado, vi que meu lugar não era mais onde eu estava. No começo desse ano me mudei de vez para Curitiba e a partir daí uma série de mudanças começaram a acontecer na minha vida em todos os sentidos. Não sei se com vocês é assim, mas estamos em constante mudança e eu sinto a necessidade de expressar essas mudanças de algumas maneiras. Esse ano o alvo foi meu cabelo.

Eu tive que me desconstruir como pessoa e me construir de novo por diversos fatores. O cabelo super loiro e comprido que eu tinha desde os 14 anos já não combinava, eu senti vontade de mudar. E mudei.

Depois de um tempo o que passou a me incomodar foi o comprimento. Por conta de tantos anos descolorindo para fazer as luzes loiras ele ficou muito fraco. As pontas estavam muito finas e quebradas, eu tinha perdido muito volume, além da queda que tinha aumentado. Coloquei na cabeça que queria cortar. Pela primeira vez não fiquei com medo da cabeleireira cortar mais que “dois dedinhos” e falei que podia cortar sem dó. Eu não faço ideia de quanto foi cortado, mas já que era para cortar, fui logo para o long bob (bem curtinho).

Uma coisa que eu aprendi depois que pintei meu cabelo de ruivo é que: dá tanto trabalho quanto o loiro. A cor vai desbotando e a gente precisar manter com um creme (igual ao roxo para cabelos loiros, só que vermelho). E eu nunca fui o tipo de pessoas com mais paciência para esses cuidados. Hahahaha Cansei novamente da cor e encasquetei que precisava mudar de novo. Foi o que eu fiz assim que entrei de férias e vim para a casa dos meus pais.

img_8721Dessa vez uma amiga pintou para mim em casa mesmo e eu amei o resultado. Passei a cor “Chocolate Suíço” da BeautyColor.

O resultado de todas essas mudanças foi o meu cabelo crescendo muito mais rápido (dá pra ver a diferença de quando eu cortei para essa última foto?), meus cabelos que caíram de volta <3 e aquela vibe gostosinha que a gente sente quando mudamos!

Muita gente me achou doida quando eu disse que ia mudar, mas acho que temos uma vida inteirinha pela frente pra ficar na mesmice para sempre. O que eu posso dizer para vocês é: se têm vontade, mudem!

Beeeijos,

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Conto de Natal: Palavras e Melodias (Parte Final)

(Leia a parte 4)

Leia escutando: Last Christmas – Carly Rae Jepsen

Quando o despertador tocou as 10h, Augusto demorou a acreditar que a noite anterior realmente tinha acontecido. Fechou os olhos três vezes, passou as mãos pelo rosto e repassou todas as cenas em sua mente. Se despedir tinha sido difícil. Era realmente muito bom para acreditar que aquilo poderia se repetir algum dia. Mais difícil ainda era não saber se em algum momento se veriam novamente. Ao passar pela recepção enquanto ia devolver as chaves do restaurante, a dona do Hostel o chamou. 

– Deixaram isso para você hoje de manhã. – disse lhe entregando um envelope. O garoto abriu com toda a ansiedade que tinha dentro de si, achando que poderia ser algo de sua família. 

“Obrigada por me mostrar a verdadeira magia do Natal. Minha passagem pela cidade não seria tão especial esse encontro que as vida nos proporcionou. Quero fique com isso e nunca se esqueça: quando olhar o céu, a estrela mais brilhante será a luz que colocou na minha vida, mesmo que em poucas horas.” 

Remexeu no fundo do pacote e puxou consigo um colar com uma pequena estrela. O mesmo que ela usou na noite anterior. No final do papel dizia: 

“Voltarei para buscar – Você e o colar. Com amor, A.”

– E como vocês conversavam vovô? – perguntou sua neta

– Não mantivemos contato por um bom tempo. – coçou o queixo pensativo

– Mas como assim? Nem uma mensagem por WhatsApp? – Disse retrucando e toda a família toda riu novamente.

– Naquela época não existia a facilidade que hoje se tem com as tecnologias. Eu não tinha seu endereço e ela não enviou nenhuma carta. – deu com os ombros um pouco cansado

– Mas vovô… – levantou a garota agitada andando pela sala – Vocês foram casados 38 anos. Nos contos de fadas como o de vocês, o príncipe… – apontou para o avô em uma fotografia – conhece a princesa – apontando para a avó que estava ao lado do marido na foto – eles se apaixonam e nunca mais se largam, são felizes para sempre. – suspirou e rodou dançando. Todo mundo ria ainda mais.

– Isso aconteceu – assentiu o avô – mas só no verão seguinte.

– Como foi que vocês se reencontraram? – perguntou mais calma levantando a sobrancelha e se aproximando novamente.

– Eu fui convidado para tocar em uma livraria, no lançamento de um livro. Mesmo que eu não tivesse muita experiência nesses eventos, os contratantes disseram que a autora tinha me ouvido tocar uma vez e fazia questão que eu fosse.

– A vovó… – interrompeu um dos garotos e ele concordou.

– Vocês conversaram?

– Nos casamos na semana seguinte. – respondeu com firmeza.

– Ohhhhh – todos fizeram um coro de surpresa.

– Vocês não tiveram medo de se arrependerem, papai? – perguntou a filha mais nova com seu filho recém nascido no colo.

– Na hora não. Estávamos extasiados com nossos sentimentos. Talvez depois tenha batido um receio. Mas no ano seguinte, quando me vi pegando pela primeira vez a sua irmã mais velha no colo, assim como você segura seu filho agora, tive certeza de que ela era a mulher da minha vida e com ela construiria toda a minha família. – ele apontou com a mão para eles – E eu estava certo. – sorriu sentindo seus olhos umedecerem.

Nesse momento nada mais precisava ser dito. Todos tinham entendido o verdadeiro significado de toda a magia que existia no natal: o amor. Um abraço coletivo foi dado e assim todos começaram a se preparar para a ceia, que estava há quinze minutos de acontecer.

Seu Augusto limpou as lágrimas, fechou seu velho amigo piano e estava prestes a entrar na cozinha quando viu pendurada aquela estrela que brilhava como se fosse a primeira vez que a vira. Andou devagar até a estante, pegou o colar e ficou olhando para o objeto na palma de sua mão. Ao virar a cabeça para a janela, viu no céu o ponto mais brilhante no mesmo lugar de sempre. Sentiu uma saudade boa atacar seu peito, mas dessa vez não veio nenhuma lágrima. Fechou o colar em sua mão e o guardou no bolso. Essa noite, mais do que nunca, queria senti-la com ele.

Olhou para o céu mais uma vez e, sabendo que onde quer que estivesse sempre estaria ali, deu uma piscada e sorriu com amor.

F I M 

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Conto de Natal: Palavras e Melodias (Parte 4)

(Leia a parte 3)

Leia escutando: Santa Tell Me – Ariana Grande

– A vovó foi, vovô? – perguntou curioso um dos garotos menores

– Era a vovó, não era? – ergueu a sobrancelha outro que estava ao seu lado

-Vocês se beijaram? – disse uma das meninas suspirando enquanto juntava as duas mãos

Augusto ria calmo com o bombardeio de perguntas vindas dos pequenos. Coçou sua barba rala no queixo enquanto percebia que toda a família havia se reunido para escutar a história com sua mulher. Suspirou cansado com um tom de saudade. Sorriu para todos eles e pareceu distante novamente enquanto concordava com o que perguntavam.

– Vovó era a mais linda da noite. Chegou no mesmo horário de sempre, mas tinha consigo uma luz muito maior do que eu observara antes. – disse o velho como se estivesse presenciando o momento.

Depois que todos os clientes haviam ido embora do restaurante, a morena misteriosa continuava em seu lugar de sempre. Augusto continuava tocando sem parar de observá-la. Parecia perdida em pensamentos e escrevia sem parar em seu bloco de notas. Encarou o barman quando percebeu que ele lhe dava um sinal e foi parando a melodia aos poucos. Ao se aproximar, o moreno que ia tirando o avental deu sorriso como se dissesse algo e apontou a cabeça para o lado da garota. 

– Feliz natal, rapaz. Não abuse muito, preciso delas de volta até as 11 da manhã. – disse entregando-lhe uma chave e saindo pelos fundos do restaurante

Augusto acenou com a cabeça sem saber o que falar, ficou olhando as chaves do estabelecimento em suas mãos por alguns segundos e as guardou no bolso lentamente ao olhar para a mulher de costas a sua frente. O local tinha se tornado grande demais apenas para os dois e poderia fazer eco, não fosse uma música que tinha começado a tocar como um sussurro nas caixas de som. Foi se aproximando aos poucos até sentar em um banco ao seu lado.

– Prazer, Augusto. – disse ele deslizando as mãos pelo balcão até a dela e puxando para dar um beijo. 

A garota olhou assustada dando um leve pulo no banco e colocando a outra mão sobre o lado esquerdo do peito. 

– Oh, desculpe! Vocês já estão fechando?

– Não… Quero dizer, sim, mas… É… – ele coçou a nuca e foi se levantando – Todos já foram embora, mas gostaria de lhe oferecer algo para beber. Percebi que você está aí há horas… – Começou ele já pegando algumas garrafas – E se você não se importar, tenho te observado já há alguns dias… O que uma mulher tão bonita está fazendo sozinha em um bar na noite de Natal? – ergueu uma sobrancelha e viu um sorriso surgir no rosto dela. 

Seu nome era Adelaíde, tinha 21 anos e estava na cidade para terminar um de seus livros. Augusto descobriu que cresceu órfã na periferia de uma das cidades mais populosas do mundo, São Paulo. Assim que começou a ganhar seu dinheiro e ficar conhecida por suas escritas, pegou fez as malas e saiu viajando pelo mundo para criar novas histórias. Nunca soube o que era passar datas importantes como essa em família, mas sempre acreditou na magia do Natal. 

– senti uma energia muito boa quando entrei aqui pela primeira vez e, espero que você também não se importe, mas sua música inspirou alguns capítulos. – disse ela um pouco desconfortável fazendo com que Augusto sentisse alguma coisa estranha vindo do seu estômago. E não era só a fome.  Adelaíde pediu insistentemente para que tocasse mais, até convencê-lo. 

– Você tocou essa música, vovô? – perguntou uma das crianças fazendo com que ele voltasse ao presente.

– Exatamente essa – assentiu com a cabeça e deu mais um sorriso carinhoso para os netos

– Ah é? E quando foi que aconteceu o beijo hein? – insistiu a garota dando uma piscadela para o avô. Todos em volta riram enquanto a filha mais velha de Guto a repreendia.

Augusto contou a noite que teve tocando enquanto sua futura mulher rodopiava pelo salão, a conversa sobre suas infâncias e os sonhos que de tão altos acabam trombando.

Deitados no meio do salão eles olhavam o teto estrelado feito pelas luzes. A cabeça da mulher encostada em seu peito fez com que seus olhos se encontrassem quando girou para cima. Ele tocou seu rosto e se aproximou dando um leve beijo receoso por sua reação. Ela sorriu e sua expressão acalmou-se. Olhando no relógio, já se passavam das cinco da manhã. 

– Quando vou poder vê-la novamente? – disse levemente ansioso 

– O meu voo para o Rio de Janeiro sai em 4 horas…

(Continua…)

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Receita de Natal: Peru

E chegou nossa última sexta de receitas para sua ceia de natal, claro que não poderá faltar ele, o majestoso, o delicioso, o maravilhoso…. PERU

Então vamos logo a receita dessa delicia

INGREDIENTES:

  • 1 PERU
  • 2 CEBOLAS
  • 5 DENTES DE ALHO
  • 1 GARRAFA DE VINHO BRANCO SECO
  • 2 LIMÕES
  • 500G DE MANTEIGA
  • 3 COLHERES DE MOSTARDA
  • ALECRIN
  • SAL

 

MODO DE PREPARO:

Prepare uma marinada com o vinho, as cebolas cortadas grosseiramente, o alho, o suco dos 2 limões, o alecrim e sal a gosto. Coloque o peru nessa marinada e deixe de um dia para o outro, se não tiver tempo, cerca de 3 horas são o suficiente. Faça uma mistura da manteiga com a mostarda, quando retirar o peru da marinada, o besunte com essa mistura, não precisa ter dó não, capricha na manteiga por fora e nas cavidades do peru. É essa manteiga que não deixará que seu peru resseque enquanto assa.

Coloque o peru em uma assadeira com uma boa quantia da marinada, se quiser pode fazer uma cama de cebolas embaixo dele. Cubra o peru com papel alumínio e asse por 3 horas regando sempre o peru a cada 20 minutos com o conteúdo da forma. No começo é bom que o forno esteja a 180, 200 graus. Nos últimos 40 minutos, retire o papel alumínio e aumente um pouco o forno para dourar. Em bom apetite.

Espero que vocês tenham gostado nessas nossas semanas indicando as receitas para vocês, mas eu gostaria de lembrar que independente do que vamos comer, se vamos ter ceia ou não, se vamos ter um peru ou um frango, o importante mesmo do natal é celebrar.

Celebrar a vida de Jesus que renasce em nossos corações, celebrar nossas famílias unidas, celebrar os amigos que cultivamos durante o ano, celebrar mais um ano de vida e todas as nossas conquistas. Enquanto no dia 24, se forem fazer uma ceia, ou no almoço de domingo dia 25, pare um instante, reúna seus entes queridos e façam uma oração, agradeçam a Deus por estarem ali, juntos, unidos em mais um ano. Afinal esse é o verdadeiro sentido do natal.

E que vocês tenham um ótimo natal, que Jesus abençoe a vida de vocês e ótimas festas 😀

 

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Conto de Natal: Palavras e Melodias (Parte 3)

(Leia a parte 2)

Leia escutando: Santa Claus is coming to town – Michael Bublé

Nova York, 24 de dezembro de 1976.

Nas últimas três semanas, Augusto havia passado de bar em bar mostrando sua música para as pessoas. Em alguns casos até conseguia alguns trocados, já em outros mal ganhava uma refeição. Nada tinha começado tão bem quanto ele sonhava, mas uma oportunidade tinha aparecido e ele esperava que aquela fosse sua grande chance de começar a crescer.

Em duas ou três ocasiões tinha chegado a tocar em um dos bares mais renomados do bairro. De início, se sentiu fora da caixinha. As pessoas eram elegantes, daquele tipo que parece que já nasce com a postura ereta e calma, como se vivessem em slow motion. Trocavam olhares, alguns discretos sorrisos, mas na maioria das vezes não conseguiam enxergar quem tocava as melodias que usavam para trocar alguns passos com seus parceiros. De qualquer forma, era o tipo de gente que também poderia lhe proporcionar algumas grandes e boas oportunidades. E era li que passaria sua noite de Natal.

Saiu de casa um pouco antes do necessário, afim de conseguir conversar com sua família. Discou os números no primeiro telefone público que encontrou e sentiu seu peito apertar de saudade ao escutar a voz de sua mãe. Ainda que eles estivessem preocupados com o garoto, sabiam que nada o faria voltar atrás. Era teimoso e persistente. Depois de ficarem longos minutos naquele cansativo papo sobre ele estar se cuidando e a falta que fazia, desligou e correu o quanto antes para o trabalho.

Ao entrar pela porta viu que o lugar, que já era elegante, havia se transformado em uma cena de filme. As mesas todas com toalhas vermelhas e decoradas de acordo com a data, tecidos e mais tecidos desenhavam no teto caindo pelas laterais das paredes. Todos os funcionários estavam igualmente uniformizados e da cozinha vinha um cheirinho especial. Era cheirinho de Natal. Sentiu seu estômago roncar e passou a mão pela barriga rindo enquanto se dirigia ao piano. Estava brilhando como nunca.

Sentou-se no banquinho na frente das teclas e começou a tocá-las sem muito nexo. Seus dedos iam de um lado ao outro como se estivessem aquecendo para uma grande noite. E era. Mesmo sem pensar muito o garoto parecia tocar algo ensaiado. Quando menos percebeu, estava soando a mesma melodia que vinha martelando em sua mente incansavelmente há dias. Fechou seus olhos e podia imaginá-la ali, a garota de olhos misteriosos.

Ela aparentava ser da sua idade, talvez uns dois ou três anos mais velha. Sempre chegava no mesmo horário, por volta das 20h30. Mesmo muitos homens a oferecendo companhia para jantar, a resposta era sempre a mesma: um balançar de cabeça negativo e uma virada de costas. Ela pedia um ou dois drinks e mergulhava em seu bloco de notas, deixando o local bem próximo de fechar. Por mais que pudesse parecer grosseira com suas recusas, Augusto pensava que ela era uma dessas raras que gostariam de algo muito mais profundo do que apenas algumas palavras trocadas com um desconhecido que acabaria levando-a para a cama e se esquecendo de seu nome na manhã seguinte. Além do mais, aparentemente era a única que havia notado a presença do garoto enquanto tocava. Isso já havia se tornado rotina há alguns dias, quando aqueles olhos penetraram nos do músico pela primeira vez. Ainda que por poucos segundos, ele sentia que significava muito mais do que aparentava. E esperava acabar com essa agonia naquela noite, caso ela aparecesse. Ele torcia para que sim.

Abriu os olhos atentos ao ouvir o barulho alto das portas sendo abertas. Todos os garçons estavam posicionados e aos poucos foram se movimentando com a chegada dos clientes. Eles os direcionavam para suas devidas mesas que deviam estar reservadas. As reservas esgotaram 5 meses antes da data. Guto agradeceu por sua musa inspiradora gostar mais do bar do restaurante, que ficava livre para a chegada das pessoas.

A cada novo andar de saltos altos, girava a cabeça em alerta para a porta afim de reconhecê-la. O relógio marcava 19h37. Ao que tudo indicava seria uma grande e longa noite…

(Continua…)

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Conto de Natal: Palavras e Melodias (Parte 2)

(Leia a parte I)

Leia escutando: Empire State Of Mind – Jay Z ft. Alicia Keys

Os pais de Augusto, Sr. e Sra. Rodriguez, nunca tiveram uma vida esbanjadora. O casal sempre batalhou muito para que pudessem dar o melhor aos seus dois filhos. Nina, apelido de Virgínia, irmã mais nova de Guto, sempre foi a mais racional. A menina gostaria de um futuro melhor, claro, mas sempre trabalhou muito ajudando os pais em uma pequena mercearia que haviam construído com muito esforço. Já o garoto, desde pequeno sonhava com o mundo das artes. Assim que ganhou seu primeiro concurso musical na escola, aos 7 anos, decidiu que era aquilo que queria para a sua vida. Era autodidata, aprendia tudo com livrinhos que ganhava da dona da banquinha que tinha na esquina de sua casa.

Entre uma ajuda e outra no carregamento de mercadorias com seu pai, corria logo para algum canto dedilhar seu violão já gasto – um presente de seu falecido avô. Em poucas semanas, ele começara a compor suas primeiras melodias. Era bom e sabia disso. Mesmo que os pais soubessem e o incentivassem, nunca puderam fazer muito para que ele crescesse na profissão. Utilizava instrumentos mais caros (pianos, saxofones, violoncelos e até bateria) da escola para praticar. Vivia pelas ruas da pequena cidade do interior do Texas, Fredericksburg, espalhando sua música. Nunca aceitou nenhum tipo de esmola, como ele considerava as ajudas que pessoas ofereciam em dinheiro. Queria mesmo era ir para os grandes centros e começar uma carreira como músico de verdade.

Quando completou 18 anos, o garoto se decidiu: iria embora para Nova York. Os pais acharam uma loucura. A irmã, embora triste, era a que mais acreditava que um dia ele seria um sucesso em todas as rádios e emissoras de televisão. Sem ligar muito para o que as pessoas diziam contra, pegou sua mala e seu violão e entrou no primeiro avião com a economia que havia feito nos últimos meses. Sobrou quase nada, mas ele acreditava que lá encontraria algo e daria um jeito de se sustentar.

Ao pisar em solo nova-iorquino, se sentiu engolido pelas luzes que refletiam para todo os lados. Dava voltas e voltas por si mesmo analisando cada detalhe de todos os cantos nos enormes outdoors. Publicidades, letreiros de grandes teatros e casas de shows, pessoas de todos os tipos, infinitos sotaques e línguas sendo faladas ao mesmo tempo na tão famosa Times Square. Parecia um sonho e era. Seu sonho se tornando realidade. As árvores enroladas em canos de luzes e os enfeites em verde e vermelho o fez piscar três vezes seguidas para garantir de que não estava dentro de um sonho, em algum filme com tema natalino que ele assistia quando criança. Era real. Ele estava ali, mesmo. Cercado por um mar de gente que o empurrava para lugar nenhum.

Depois de horas e mais horas andando por ruas, que se pareciam gigantescas do seu ponto de vista, o garoto encontrou escondida uma porta de madeira que carregava uma enorme placa onde dizia “Hostel”. Ao bater incansavelmente, foi recepcionado por uma menina que não passava dos 13 anos de idade. Ela tinha o olhar um pouco assustado, mas o acompanhou pelos quartos lhe contando como as coisas funcionavam por ali. Cada quarto tinha de 6 a 8 beliches e quase todos eles tinham tabelas com horários para banhos e refeições. Uma senhora surgiu depois se um tempo se apresentando como a dona do local e o encaminhou até seu devido quarto.

As pessoas pareciam ser legais, seus colegas de quarto o haviam recebido da melhor forma e o custo era acessível para o seu bolso naquele momento. Ainda assim, o garoto não pregou os olhos por sequer um minuto naquela noite. Ele olhava fixo para o teto  com as mãos apoiadas atrás da cabeça. Seu futuro começava ali. Só não sabia onde exatamente estava a linha de largada…

(Continua…)

 

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